Pessoal,
Não sei se algum já experimentou fazer isso, mas se alguém sair por aí perguntando para as pessoas que conhecem, há quanto tempo elas cortam o cabelo com a mesmo barbeiro, vão descobrir que cortam há anos com a mesma pessoa, mesmo que elas tenham se mudado de bairro (de cidade, estado e país é mais complicado manter esse hábito).
Há mais ou menos um ano, o cara que cortava o meu cabelo sumiu. Isso mesmo, sem mais nem menos o cara começou a faltar alguns dias no local onde ele trabalhava, depois tirou umas “férias” (que até onde eu me lembro, foram de pelo menos uns 2 meses), depois passou a não trabalhar todos os dias da semana com a alegação de que sua esposa ou filha estava doente – cada dia falavam que era uma das duas, até que o cara passou a trabalhar três dias na semana e, lógico, depois sumiu de vez.
Para piorar a situação, ele falava que não tinha telefone – nem celular nem de casa – e que para entrar em contato com ele, só no salão mesmo. É claro que eu desisti de ficar correndo atrás do malandro, e fui procurar um outro barbeiro para “aparar as madeixas”, e de preferência, perto da minha casa!

Descobri um salão perto da minha casa, que tem um coroa que é já gente fina e trabalha por lá. Então resolvi “arriscar” e passei a cortar o cabelo com ele. Quando você entra no salão, a sensação é que você voltou pelo menos para a década de 1970, pois tudo lá é antigo – incluindo os funcionários. A máquina registradora de lá contabiliza todos os serviços realizados, as cadeiras que ficamos esperando pela nossa vez são aquelas de plástico de mil novecentos e antigamente, e aquele pano que colocam em você para cortar o cabelo mais parece com uma mesa de boteco.
O coroa é uma figura, e apesar de eu já estar cortando o cabelo com ele há quase um ano, toda vez que eu vou lá cortar o cabelo parece que é a primeira vez que estou indo, porque tenho que explicar tudo o que quero (o corte é sempre igual) e ele me explica como funciona lá.
Hoje fui lá, e depois de explicar com calma, o que eu queria, começamos a cortar o cabelo… De repente todos os barbeiros começaram a dar um esporro em um único barbeiro. Fiquei sem entender nada, e passei a prestar atenção. O caso foi o seguinte: o cara saiu do trabalho ontem por volta das 20:00, e apesar de chegar em casa todos os dias por volta das 21:00, não tinha chegado até às 23:00, e o que a mulher do barbeiro fez? Ligou para o seu celular do marido, mas o imbecil estava com o celular desligado.
Tendo em vista em que moramos em uma cidade “calma”, ela naturalmente começou a ficar preocupada com o “sumiço” do marido, e começou a ligar para todos que ela tinha o telefone, atrás dele… Resultado? Ela acordou todos os barbeiros, que já estavam dormindo e deixou todo mundo preocupado, pois ninguém fazia idéia de onde ele estava.
O “tal” barbeiro (que eu não sei o nome dele), chegou em casa pouco depois da meia noite e levou um senhor esporro da patroa e deve ter ido dormir de cabeça quente, quando chegou hoje para trabalhar, o que lhe acontece? Toma outra senhor esporro, porque havia acordado todos os barbeiros e deixado todos preocupados durante a noite inteira.
A cena era engraçadíssima, todos brigando com ele ao mesmo tempo, sem nem ao menos deixar o cara se defender… A única coisa que ele conseguiu falar foi “… mas eu sempre desligo o celular quando estou chegando em casa“. Depois disso, ele calou a boca e ficou ouvindo todo mundo brigar com ele.
Ah, ficaram curiosos para saber onde ele estava ontem à noite? Num bar, próximo de casa (por isso desligou o celular), enchendo a cara!
Abraços